Luís Eduardo Magalhães (BA), a cidade da soja, colhe 64 toneladas de cebola por hectare
Rendimento é 71% maior que a média do Brasil e o 8º entre 810 cidades, em uma área de apenas 29 hectares
Luís Eduardo Magalhães (BA), conhecida pelos grãos do oeste baiano, colheu 64 toneladas de cebola por hectare em 2025. O rendimento é 71% maior que a média brasileira, de 37,4 toneladas, e coloca a cidade em 8º lugar entre as 810 com dado na Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
A área é pequena: foram 29 hectares, 1.857 toneladas e R$ 4,3 milhões em valor de produção. No volume total, o município é apenas o 132º do país. O que chama atenção é o quanto cada hectare entrega. O número se repete há três anos: 62,2 toneladas por hectare em 2023, 62,8 em 2024 e 64 em 2025.
Perto da maior produtora do país
A comparação com os grandes polos ajuda a medir o resultado. Cristalina (GO), a cidade que mais colhe cebola no Brasil, com 207,3 mil toneladas, rendeu 69,1 toneladas por hectare. Ituporanga (SC), a segunda maior, com 168 mil toneladas, rendeu 35 toneladas por hectare. As três primeiras do ranking de rendimento também são baianas: Uibaí (BA), com 85,5 toneladas, Mucugê (BA), com 82,2, e Ibicoara (BA), com 80. A média da Bahia é de 39,6 toneladas por hectare.
Sete de cada dez quilos do Matopiba
Pela conta do MATOPIBAFAZ sobre os dados do IBGE, os 337 municípios do Matopiba colheram 2.663 toneladas de cebola em 2025. Luís Eduardo Magalhães (BA) responde por cerca de 70% desse total, e Serra do Ramalho (BA) vem em seguida, com 782 toneladas. A região pesa pouco na cebola brasileira, que somou 1,87 milhão de toneladas em 49,9 mil hectares no ano passado.
O dado não muda a vocação da cidade, mas mostra que a produção de hortaliças em área pequena encontra espaço ao lado das lavouras de soja, milho e algodão do oeste baiano, com produtividade próxima à dos principais polos do país.


