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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 Luís Eduardo Magalhães (BA)
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Campo e produção

Barreiras (BA) colhe quase 4 vezes mais laranja que Piauí, Tocantins e Maranhão juntos

O município do oeste baiano tirou 9.918 toneladas da fruta em 2025, mais da metade da laranja do Matopiba, segundo o IBGE

Por Redação MATOPIBAFAZ ·
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Laranjas no pé; a foto foi feita em Kozan, na Turquia, e não é de Barreiras (BA)
Laranjas no pé; a foto foi feita em Kozan, na Turquia, e não é de Barreiras (BA) · Foto: Zeynel Cebeci/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Conhecida pela soja e pelo algodão, Barreiras (BA) também é a maior produtora de laranja do Matopiba. O município do oeste baiano colheu 9.918 toneladas da fruta em 2025, em 395 hectares, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. É quase quatro vezes o que colheram, somados, os estados do Piauí (1.266 t), do Tocantins (1.063 t) e do Maranhão (185 t), que juntos chegaram a 2.514 toneladas.

A safra de Barreiras (BA) valeu R$ 13 milhões em 2025. A produção cresceu em relação a 2024, quando o município colheu 9.355 toneladas em 380 hectares, e ficou perto do volume de 2023 (9.644 t).

Mais da metade da laranja do Matopiba

Os 337 municípios do Matopiba colheram 18.180 toneladas de laranja em 2025, pela conta do MATOPIBAFAZ sobre os dados da PAM. Barreiras (BA) responde por 55% desse total. Os vizinhos também aparecem no topo da lista: São Desidério (BA) colheu 3.524 toneladas e Luís Eduardo Magalhães (BA), 2.128 toneladas. Bom Jesus da Lapa (BA), com 1.101 toneladas, e Tocantinópolis (TO), com 498, completam os cinco primeiros.

Perto dos grandes polos da citricultura, o volume ainda é pequeno. Casa Branca (SP), a maior produtora do Brasil em 2025, colheu 505 mil toneladas, e o país inteiro somou 16,6 milhões de toneladas. O rendimento dos pomares de Barreiras (BA), de 25,1 toneladas por hectare, fica abaixo da média nacional, de 29,2 toneladas.

Na comparação entre os estados, a Bahia inteira colheu 698 mil toneladas de laranja em 2025, quase tudo fora do Matopiba: só Rio Real (BA), no litoral norte, colheu 243,8 mil toneladas. Já Piauí, Tocantins e Maranhão, que têm todo ou boa parte do território dentro da região, ficaram entre os menores produtores do país. É nesse cenário que a produção de um único município do oeste baiano se destaca.

Os números mostram que a fruticultura do oeste baiano vai além da banana de Bom Jesus da Lapa (BA) e do café de Barreiras (BA), que já aparecem entre os destaques da região na pesquisa do IBGE. A PAM é divulgada uma vez por ano e traz os dados de todas as lavouras de cada município brasileiro.

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