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Pecuária

Usinas de Balsas (MA) e Luís Eduardo Magalhães (BA) preveem 735 mil t de DDGS por ano

O número é de capacidade, não de produção realizada; para o pecuarista, a conta depende de preço na usina, frete e formulação da dieta

Por Redação MATOPIBAFAZ ·
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Farelo de DDGS, coproduto do etanol de milho, é despejado e forma pilha em galpão de usina da Inpasa no Matopiba
Farelo de DDGS, coproduto do etanol de milho, é despejado e forma pilha em galpão de usina da Inpasa no Matopiba · Foto: Divulgação/inpasa.com.br

As duas usinas de etanol de grãos da Inpasa no Matopiba, em Balsas (MA) e em Luís Eduardo Magalhães (BA), somam capacidade prevista de cerca de 735 mil toneladas de DDGS por ano, coproduto do etanol de milho que pode entrar na ração de bovinos. É um número de projeto: não há dado de produção realizada, e o licenciamento do Inema para a Bahia indica 248,9 mil toneladas, perto das 245 mil informadas em outras fontes. Para o pecuarista, a novidade é a possibilidade de um ingrediente de ração produzido dentro da própria fronteira agrícola. Se compensa, depende de preço, frete e formulação da dieta.

O que cada usina prevê

Em Balsas (MA), a Inpasa informa investimento de R$ 2,5 bilhões. A planta tem capacidade para processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano e produzir 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS e 47 mil toneladas de óleo vegetal.

Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a unidade tem autorização da ANP, publicada no Diário Oficial da União em 26 de março de 2026, para processar 1 milhão de toneladas de grãos por ano. A previsão é de 245 mil toneladas de DDGS e 23 mil toneladas de óleo vegetal. Reportagens de 30 de março de 2026 já tratavam a operação como iniciada.

Em Uruçuí (PI), a BrasBio acendeu a caldeira em julho de 2026, e a usina será a primeira de etanol de milho do Piauí. As reportagens de julho tratam o momento como início de testes e não confirmam data de produção comercial. A capacidade é de 1.500 toneladas de grãos por dia e 226 milhões de litros de etanol por ano, e os coprodutos previstos são DDGS e WDG.

O que o produtor precisa avaliar

Um documento da Embrapa define DDG e DDGS como coprodutos da fabricação de etanol de grãos e estima cerca de 300 quilos de DDGS por tonelada de milho processada. Quem pensa em usar o ingrediente na dieta precisa de uma análise de preço e formulação. O resultado econômico depende de:

  • preço do coproduto na porteira da usina, ainda não informado;
  • frete até a fazenda;
  • disponibilidade ao longo do ano;
  • formulação da dieta, com proteína, energia, fibra, minerais e umidade;
  • categoria animal e meta de ganho de peso.

O DDGS também compete com o grão: o milho é matéria-prima das usinas. Isso pesa para quem compra milho para ração.

O que ainda não se sabe é a que preço o DDGS será vendido e quanto do volume ficará no mercado regional. Antes de mudar a dieta, o pecuarista deve consultar a usina mais próxima, para saber preço, volume e prazo de entrega, e um nutricionista.